Mais de 6,1 mil mulheres vítimas de violência doméstica receberam o Auxílio-Aluguel do Governo de São Paulo em setembro. O programa destinou mais de R$ 3 milhões às beneficiárias no mês, número que representa um crescimento expressivo em relação ao mesmo período de 2025.

Em setembro do ano passado, aproximadamente 2,5 mil mulheres haviam recebido o benefício, com repasses de R$ 1,2 milhão.
O programa faz parte das ações de proteção às mulheres em situação de violência e tem como objetivo oferecer apoio financeiro para que as beneficiárias possam deixar ambientes de violência e buscar condições para reconstruir suas vidas com maior autonomia.
Quem recebe o Auxílio-Aluguel?
O benefício é voltado para mulheres que estejam em situação de vulnerabilidade e tenham sido vítimas de violência doméstica. Entre os principais requisitos estão:
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- Ter medida protetiva expedida pela Justiça;
- Morar no estado de São Paulo;
- Estar em situação de vulnerabilidade;
- Ter renda de até dois salários mínimos no momento da separação;
- Atender aos demais critérios estabelecidos pelo programa.
A solicitação é feita por meio da rede municipal de assistência social das cidades que participam da iniciativa.
Qual é o valor do benefício?
O Auxílio-Aluguel paga R$ 500 por mês, durante um período inicial de seis meses.
O benefício pode ser renovado por mais seis meses, conforme a situação da beneficiária e os critérios do programa.
Depois da aprovação do cadastro, o dinheiro é depositado diretamente na Poupança Social do Banco do Brasil.
Além do auxílio financeiro, a iniciativa busca conectar as mulheres a outros serviços públicos de proteção social, orientação e acompanhamento.
Programa já alcança 593 municípios
Desde que começou, em fevereiro de 2025, o Auxílio-Aluguel já foi recebido por mais de 9,8 mil mulheres durante pelo menos um mês.
O investimento acumulado no programa ultrapassa R$ 33 milhões.
Atualmente, a iniciativa está presente em 593 municípios paulistas, o equivalente a aproximadamente 91,9% dos municípios do estado. O atendimento é realizado por meio da estrutura municipal de assistência social.
Nas cidades que ainda não aderiram ao programa, existe a possibilidade de encaminhar uma solicitação diretamente à Secretaria de Desenvolvimento Social.
Perfil das beneficiárias
Os dados consolidados sobre as mulheres atendidas pelo programa mostram que a maior concentração está na faixa etária de 25 a 34 anos, que representa 37,2% das beneficiárias.
A maioria também possui filhos: 81,5% das mulheres atendidas são mães, com média de 1,85 dependente por beneficiária.
Em relação ao CadÚnico, 90,3% das beneficiárias estão inscritas no sistema.
Na distribuição por raça e cor informada nos dados do programa:
- 47,8% são brancas;
- 41,9% são pardas;
- 9,9% são pretas.
Como solicitar o Auxílio-Aluguel?
A mulher interessada deve procurar a rede municipal de assistência social da cidade onde mora. O atendimento pode ser realizado em unidades como:
- CRAS (Centro de Referência da Assistência Social);
- CREAS (Centro de Referência Especializado de Assistência Social);
- Centros de Referência de Atendimento à Mulher.
Nos municípios que ainda não participam da iniciativa, a solicitação pode ser encaminhada diretamente à Secretaria de Desenvolvimento Social pelo e-mail informado pelo programa: auxiliomulher.seds@sp.gov.br.
O pedido passa por análise antes da liberação do benefício.
Onde procurar ajuda em caso de violência?
Além da assistência social, mulheres que estejam enfrentando situações de violência podem procurar diferentes serviços públicos.
Saúde
- UBS;
- Prontos-socorros;
- Hospitais.
Segurança Pública
- Delegacias de Defesa da Mulher (DDMs);
- Delegacias de Polícia;
- Polícia Militar;
- Corpo de Bombeiros.
Sistema de Justiça
- Ministério Público;
- Defensoria Pública;
- Ordem dos Advogados do Brasil.
Em situações de emergência, o atendimento pode ser acionado pelo 190. Para orientação e denúncias relacionadas à violência contra a mulher, está disponível o Ligue 180.
Resumo do Auxílio-Aluguel
- Programa: Auxílio-Aluguel para mulheres vítimas de violência
- Valor: R$ 500 por mês
- Duração: 6 meses
- Possibilidade de renovação: por mais 6 meses
- Público: mulheres vítimas de violência doméstica que atendam aos critérios do programa
- Requisito: medida protetiva expedida pela Justiça
- Renda: até dois salários mínimos no momento da separação
- Abrangência: 593 municípios de São Paulo
- Beneficiárias em setembro de 2026: mais de 6,1 mil
- Investimento em setembro: mais de R$ 3 milhões
- Salário: não se aplica, pois não é uma vaga de emprego
- Prazo de inscrição: não há uma data única informada; a solicitação ocorre conforme o atendimento da rede municipal
- Onde solicitar: CRAS, CREAS, Centros de Referência de Atendimento à Mulher e demais canais municipais participantes
- Emergência: 190
- Orientação e denúncia: Ligue 180
