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Minha Casa Minha Vida 2026: veja as novas faixas de renda do programa

O principal programa habitacional do país, o Minha Casa, Minha Vida (MCMV), deve ampliar o número de beneficiários em 2026. O Conselho Curador do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço aprovou nesta terça-feira (24) novas regras que elevam os limites de renda das famílias e aumentam os valores máximos de financiamento de imóveis. As mudanças ainda dependem de publicação no Diário Oficial da União para entrarem em vigor.

minha casa minha vida
Ricardo Stuckert/PR

Novas faixas de renda

Os tetos de renda mensal foram reajustados em todas as faixas do programa:

  • Faixa 1: de R$ 2.850 para R$ 3.200
  • Faixa 2: de R$ 4.700 para R$ 5.000
  • Faixa 3: de R$ 8.600 para R$ 9.600
  • Faixa 4: de R$ 12 mil para R$ 13 mil
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Na Faixa 1, também foi criada uma nova taxa de juros de 4,50% ao ano para famílias com renda entre R$ 2.850,01 e R$ 3.200, abaixo dos 4,75% praticados anteriormente.

Limites de financiamento sobem

As faixas de renda mais altas também tiveram aumento no valor máximo dos imóveis financiados:

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  • Faixa 3: de R$ 350 mil para R$ 400 mil (alta de 14%)
  • Faixa 4: de R$ 500 mil para R$ 600 mil (alta de 20%)

Ampliação do acesso

De acordo com o governo federal, as mudanças devem ampliar o alcance do programa habitacional:

  • 87,5 mil famílias devem ter acesso a juros menores
  • 31,3 mil novas famílias poderão entrar na Faixa 3
  • 8,2 mil famílias devem ser incluídas na Faixa 4
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Recursos e impacto

A expansão do programa contará com cerca de R$ 31 bilhões do Fundo Social, com previsão de liberação a partir do segundo semestre.

A equipe técnica estima um impacto de:

  • R$ 500 milhões em subsídios
  • R$ 3,6 bilhões em crédito habitacional

Segundo o governo, o objetivo é facilitar o acesso à casa própria, especialmente para a classe média, diante do cenário de juros elevados e da redução de recursos da poupança.

Outras decisões

O Conselho Curador do FGTS também aprovou a retomada do FGTS-Saúde, voltado a entidades filantrópicas que atendem ao Sistema Único de Saúde. As novas regras ampliam os prazos de financiamento:

  • Até 15 anos para reestruturação financeira
  • Até 20 anos para compra de equipamentos
  • Até 30 anos para obras de instalações de saúde
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A proposta enfrentou resistência de representantes do setor privado. A Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo votou contra o uso de recursos do FGTS para reestruturação de instituições.

Também foi aprovada a inclusão de mutuários no Programa de Infraestrutura de Transporte e da Mobilidade Urbana (Pró-Transporte).

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Por Leandro Cesaroni

Leandro Vieira é especialista na cobertura de concursos públicos e programas sociais, com atuação focada na leitura de editais, acompanhamento de órgãos oficiais e atualização constante de informações sobre vagas, salários e benefícios. No Auxílio Concursos, seu trabalho é transformar dados técnicos em conteúdos claros e objetivos para quem busca oportunidades no setor público e no mercado de trabalho.